O brasileiro dirigindo carros híbridos e elétricos

Em entrevista recente ao jornal O Globo, para a jornalista Flávia Oliveira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que  há no governo federal  um grupo de estudo voltado para lançamentos “verdes” da indústria. “Temos um grupo de trabalho estudando apoio a lançamentos da indústria que sejam verdes. O  carro híbrido, meio álcool, meio elétrico, seria uma inovação eficaz. Apoiaremos, com tributação diferenciada e programas arrojados, projetos de carros poupadores de energia desenvolvidos no Brasil”, afirmou o ministro.

Ou seja, ao que tudo indica a porta para termos na garagem carros com energia mais limpa está se abrindo.

Na Europa a indústria competitiva para veículos elétricos começa a surgir. Na Holanda, por exemplo, conforme já foi noticiado no site,  está em processo de  implantação uma rede de 10 mil estações de carga de veículos elétricos.

Logo, logo indústrias estrangeiras como a Renault-Nissan  e a Hyundai  devem produzir/importar  seus modelos limpos para circular em nossas ruas.  A Hyundai, que no segundo semestre deve abrir nova fábrica por aqui, tem em seu menu produtos como o ix- Metro,  que poderá dar suas arrancadas por aqui. O ix- Metro é um hatch híbrido classificado como um CUV (“Crossover Utility Vehicle”). Na versão i10 Elétrico o carro é movido com um motor de 49kW (67 cavalos) e uma bateria de 67kWh. Tem autonomia de 160km e emissões nulas de CO2.
Os  carros limpos já são uma realidade. A Honda, por exemplo, em pouco mais de um mês após o  lançamento do híbrido CR-Z, comercializou  dez mil unidades. O automóvel foi  lançado oficialmente no Salão de Detroit 2010 e possui dois motores com potência combinada de 122 cv: um 1.5 i-VTEC a gasolina e outro elétrico. Este aproveita também a energia desperdiçada em frenagens (freios regenerativos) para recarregar uma bateria de níquel-metal.
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Em fevereiro, o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) patrocinou, no IPT, um primeiro encontro geral do setor visando criar um grupo ou conselho gestor das iniciativas governamentais de investimento em pesquisas em propulsão elétrica. Na ocasião, o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCT, Ronaldo Mota, apresentou a possibilidade de criação de uma rede nacional para garantir apoio ao tema dentro do Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec).
Com a tecnologia disponível no mercado hoje, um veículo com motor a gasolina usa apenas 17,5 % da energia gerada por combustão, enquanto um veículo elétrico chega a aproveitar 90% da energia consumida, sem barulho e sem poluição do ar.

O Brasil ainda não se lançou efetivamente  na corrida por esse desenvolvimento tecnológico,  mas tem um cenário bastante favorável, que inclui uma ampla rede de distribuição de energia, com 87% de fontes limpas (80% hidráulica, 4% bagaço de cana, 2% nuclear, 1% eólica). “Se considerar a energia elétrica na forma como ela é obtida, isso irá depender do cenário de cada país, no Brasil, por ser hibrida, a matriz energética favorece muito por ser fortemente hidráulica”, de acordo com Marcelo Schwob, tecnologista no INT, um enstusiasta no assunto.

“O carro a bateria, diretamente abastecido com energia elétrica, apresenta custo operacional, em R$/km rodado, cerca de quatro vezes menor do que o similar, a gasolina”, sublinhou Pietro Erber, diretor-presidente da ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico) em artigo publicado no site da associação.
Erber salienta que há, basicamente, três modalidades de veículos elétricos: os híbridos, nos quais a energia elétrica é gerada a bordo, por um gerador acionado por um motor de combustão interna. A geração por célula a combustível ainda é experimental.; a bateria, que armazena energia elétrica fornecida por uma fonte externa, o que exige que o veículo esteja estacionado; e plug-in, que combina as características dos dois precedentes, dado que sua bateria pode ser alimentada tanto por uma fonte externa quanto pelo gerador de bordo.

Acredita-se que até 2020 o Brasil poderá ter uma fábrica  brasileira de automóveis de propulsão elétrica com capital nacional.

Fonte: TnPetróleo