7 construções verdes do futuro

China quer “Vale do Silício” verde

São Paulo – A área montanhosa de Miaofeng, localizada a cerca de 30 km a oeste de Pequim, está com os dias contados para se tornar uma espécie de Vale do Silício ecológico. Próxima à metrópole urbana de Beijing, a nova cidade vai combinar institutos de pesquisa científicas com foco em inovação, meio ambiente e desenvolvimento de tecnologias de ecoeficiência urbana.

Além disso, o projeto prevê a criação de vilas sustentáveis, com capacidade para até 50 mil pessoas. Quem assina o design é a empresa finlandesa Eriksson Architects, em colaboração com a consultoria Eero Paloheimo. Com ambições de ser neutra em carbono, o Mentougou Eco Valey pretende reduzir em um terço a sua pegada ambiental, quando comparada a de uma cidade tradicional e de tamanho similar. Atualmente, o projeto aguarda aprovação das autoridades chinesas para poder captar recursos junto a investidores.

Coréia do Sul é dominada por “montanhas verdes”

São Paulo – Gwanggyo é um bairro planejado da cidade de Seul, Coréia do Sul. Idealizado pelo escritório MVRD para abrigar cerca de 77.000 habitantes, o projeto venceu um concurso para um novo centro urbano no país. Os edifícios são compostos por anéis de deslocamento, que servem a um propósito duplo: disponibilizam espaços amplos nos terraços e permitem a criação de átrios interiores que podem ser utilizados para reuniões públicas. Toda a cobertura dos edifícios e os terraços foram concebidos com um sistema de circulação que permite a manutenção, irrigação e armazenamento de água. As construções futuristas abrigarão escritórios, residências e centros comerciais.

Masdar City, o futuro nasce em Abu Dhabi

São Paulo – A primeira cidade carbono-zero é uma visão do futuro que está virando realidade em pleno deserto árabe. Em construção nas areais do emirado de Abu Dhabi, Masdar City quer se tornar um exemplo mundial de comunidade sustentável e auto-suficiente em energia – a qual será garantida quase na totalidade por sistema solar.

A iniciativa vai abrigar 40 mil habitantes e 1,5 mil empresas de tecnologia limpa, além do já operante Masdar Institute of Science and Technology, uma universidade com foco em pesquisa e inovação, desenvolvida em cooperação com o Massachusetts Institute of Technology (MIT) e o Imperial College. O Emirado planeja suprir 7% de suas necessidades energéticas com fontes renováveis em apenas uma década. Há dois anos em construção, sob tutela da firma Foster & Partners, e orçada em 22 bilhões de dólares, Masdar City deverá ser concluída em 2016.

Hong Kong vai ganhar um porto ecológico

Longe de um exercício de futurologia, Hong-Kong começou a construir há pouco mais de uma semana aquele que pretende ser o primeiro terminal portuário sustentável do mundo. Projetado pelos escritórios de design Kai Foster Partners, ele vai ocupar as pistas de um aeroporto abandonado que fica a leste do tradicional porto local do país.

Destinado, em princípio, para receber os navios de cruzeiros, o terminal terá outras atrações, como um imenso parque verde no topo, além de uma ampla área livre para a realização de eventos a beira mar. Os salões principais, que chegam até 70 metros de pé direito, foram meticulosamente projetados para aproveitar ao máximo a incidência de luz natural.

Zorlu Ecocity, uma cidade dentro da outra

O tráfego de veículos e pessoas no centro histórico de Istambul, na Turquia, é tão intenso que os gestores da cidade estão tentando multiplicar o número de centros urbanos locais para preservar as áreas mais antigas. Zorlu Ecocity faz parte desse plano. Como uma cidade dentro de outra, esse centro sustentável e 100% planejado serviria à comunidade como uma cidade comum, um lugar para ser viver e trabalhar – só que sem o caos do trânsito, a aridez da paisagem e a poluição sonora e visual caracteristicamente urbanoides.

Suas 14 torres verdes terão entre 8 e 26 apartamentos cada e abrigarão residências, escritórios, hotéis e até mesmo um centro de repouso para idosos. E nada de estacionamento nas ruas, atrapalhando o trânsito e a travessia de pedestres: a cidade poderá receber até seis mil carros em um porão subterrâneo de sete andares. Farta de espaços verdes, o projeto de Zorlu foi concebido pelo badalado escritório oriental de ‘eco-arquitetura’ Yeang Llewelyn Davies.

Swimming City, uma cidade flutuante para prática esportiva

Em razão do derretimento das calotas polares, os seres humanos serão obrigados a viver em embarcações ou cidades flutuantes, em meados do terceiro milênio. Essa predição nada agradável é, na verdade, o pano de fundo da produção americana “Waterworld”, estrelada por Kevin Costner, em 1995. Apesar de fictício, o cenário serve de inspiração para projetos futurísticos em um mundo severamente afetado pelas mudanças climáticas.

É o caso da plataforma flutuante “Swimming City”, uma cidade sustentável voltada para programas de bem estar, práticas esportivas, entretenimento e “o que mais você puder imaginar”, segundo seu criador, o húngaro Andras Győrfi, de 27 anos, vencedor do concurso americano de design gráfico Seastead. À semelhança de um flutuante “Club Med”, a cidade convida ao relaxamento, com seus equipamentos de lazer, uma grande piscina, anfiteatro ao ar livre, heliporto, entre outros atrativos. Carros não têm lugar aí, já que cada esquina é facilmente acessada a pé por caminhos paisagísticos.

No deserto do Qatar, surge um “prédio cacto”

O Ministério das Relações Municipais e da Agricultura do Qatar, no Oriente Médio, está preparando a construção de um novo prédio comercial que tem a forma de um cacto. Desenhado por um escritório de arquitetura tailandês, o edifício se utiliza de estratégia semelhante a de um cacto para sobreviver no ambiente quente e seco, característicos dos desertos árabes.

A exemplo daquela planta, que durante a noite “transpira” para reter a água ao longo do dia, a construção também contará com um sistema que abre e fecha ventanas, criando sombras e controlando a temperatura interior de acordo com as variações de temperatura. O projeto é parte de um programa bilionário de incentivo à construção verde para racionalizar o uso de energia no país.

Fonte: Exame