LEDs inteligentes ligam indústrias e cidades à Internet das coisas

A mudança para o uso de lâmpadas mais eficientes inspirou a GE e a Intel a criarem LEDs inteligentes que podem ver, ouvir e perceber seu entorno, gerando dados capazes de melhorar a eficiência e habilitar serviços de cidade inteligente.

Desde que o inventor norte-americano Thomas Edison patenteou a primeira lâmpada comercialmente bem-sucedida em 1879, a população de luminárias explodiu. Atualmente, estima-se que sejam vendidas 2,5 bilhões de lâmpadas por ano.

Apesar de ser uma necessidade da vida moderna e o símbolo das ideias luminosas, muitos pensam que as lâmpadas são capazes apenas de acender, apagar ou diminuir sua intensidade.  Em vez disso, a inovação em iluminação avança a passos largos. As lâmpadas de LED — Diodo emissor de luz –, por exemplo, utilizam um chip semicondutor de estado sólido que brilha intensamente quando a corrente elétrica o atravessa. Elas são brilhantes, utilizam 80% menos energia e podem durar quinze vezes mais do que as lâmpadas incandescentes, segundo a GE.

Agora os engenheiros estão fazendo lâmpadas de LED inteligentes com sensores, recursos de computação e comunicação. As lâmpadas estão fadadas a se tornarem um instrumento essencial na revolução da Internet das coisas, segundo Tony Neal-Graves, Vice-Presidente do Grupo de Internet das coisas da Intel.

“Você já tem um ponto fixo por onde passa energia e onde é fácil adicionar sensores, e eles já estão em todos os locais onde você gostaria de coletar dados”, disse ele em uma entrevista à GE Reports.

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A GE demonstrou em São Francisco em agosto último como lâmpadas de rua inteligentes podem desempenhar um papel crítico na transformação de cidades, prédios e fábricas em locais mais inteligentes e conectados.

“Fizemos parceria com a Intel e colocamos sensores nessas lâmpadas para medir a umidade e a temperatura, microfones para o som e câmeras capazes de ver as coisas”, disse John Gordon, superintendente digital da divisão Current energy da GE durante a palestra principal do Fórum de Desenvolvedores da Intel.

“Obtemos metadados, como a contagem de pessoas, sua velocidade e sua direção. As cidades podem usar essas informações para gerenciar o fluxo de pedestres e atenuar os incidentes de segurança.”

Ele disse que os dados coletados em tempo real de postes de iluminação inteligentes podem ajudar as pessoas a encontrar estacionamento, auxiliar no controle do tráfego e controlar a qualidade do ar.

Meses antes daquela apresentação, as duas empresas criaram um protótipo de iluminação inteligente para solucionar um problema em uma fábrica de turbinas da GE em Greenville, Carolina do Sul. Os sensores integrados às luminárias são projetados para enviar dados à Internet, onde a computação em nuvem coleta, analisa e envia instruções para controlar as lâmpadas.

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Essas lâmpadas inteligentes medem a temperatura do ar em torno de um anel turbina no momento em que ele estava sendo encaixado aos rotores. O fato de saber exatamente quando a peça estava suficientemente resfriada para iniciar a próxima instalação agilizou o processo e ajudou a evitar defeitos, explicou Marcus Kennedy, diretor comercial da divisão de soluções industriais e de energia do Grupo de Internet das coisas da Intel.

Ele disse que a GE constatou que a substituição das lâmpadas existentes por lâmpadas de LED inteligentes que medem a temperatura proporcionou à empresa uma economia de centenas de milhares de dólares.

“Pegamos a lâmpada de LED e acrescentamos um chip Intel integrado que processa todas as informações enviadas pelo sensor”, disse Kennedy. “Na parte externa da lâmpada há uma peça que parece uma miniatura do módulo lunar Apollo.  Ela possui vários sensores, como um detector de movimento, um sensor de temperatura ambiente, um sensor termopar com ponta que utiliza infravermelho para medir a temperatura até 3 metros de distância.

Explicou que ela aprimorou uma etapa crítica no processo de fabricação de turbinas, mas que as lâmpadas inteligentes têm potencial para ajudar a resolver outros problemas dos quais ainda não se tem ideia.

“Quando eles percebessem um problema novo, a GE não precisaria atualizar todas as suas lâmpadas novamente,” disse Kennedy. Inteligência integrada significa que as lâmpadas podem adaptar-se para medir ou rastrear novas necessidades à medida que estas surgirem.

Kennedy disse que o mundo está substituindo rapidamente as lâmpadas fluorescentes e incandescentes por LED.

“Queremos impulsionar esta onda para tornar as implementações de LED mais inteligentes”, disse ele. “Quando cidades como San Diego e Nova York adotarem lâmpadas de LED elas já podem pensar em usar LEDs inteligentes, capazes de solucionar desafios futuros ou necessidades de eficiência.”

Kennedy disse que as lâmpadas inteligentes podem ser usadas em praticamente qualquer lugar.

“Podem ser usadas em edifícios comerciais para monitorar a ocupação e a partir daí controlar a temperatura e a iluminação”, explicou.

Os dados podem ser usados para ajudar as pessoas a encontrarem a sala de colaboração mais próxima.

“É só acionar seu aplicativo ou acessar a Internet e ver quais são as salas abertas em vez de sair andando até encontrar uma que esteja vazia.”

A sede da Intel em Santa Clara, Califórnia, é equipada com milhares de lâmpadas de LED controláveis, muitas delas com capacidade para detectar a ocupação. Esse projeto piloto pode ser levado para outras instalações da Intel. Até o início de 2017, a Intel e a GE pretendem vender sensores de iluminação para outras empresas usarem em fábricas e escritórios.

“Para mim, isso tem tudo a ver com engenharia e a Internet das coisas”, disse Kennedy.  “Abrir novas oportunidades ou fazer as coisas de maneira diferente para que as pessoas possam propor coisas nas quais nunca pensamos antes.”

Fonte: Intel iQ Brasil

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