Uma inteligência artificial descobre 72 sinais de rádio de origem desconhecida

Em 2007, os astrônomos australianos detectaram o primeiro de uma estranha série de fenômenos que chamaram de rajadas de rádio rápidas (em inglês, “Fast Radio Burst”). Eles são uma série de pulsos de rádio de energia muito alta que duram apenas alguns milissegundos e que parecem vir de fora da Via Láctea. 

No entanto, durante este tempo não foi possível esclarecer a sua origem, e até alguns especularam que eles foram criados por alienígenas. O que mais pode produzir essas explosões de energia tão intensas, mas efêmeras, no comprimento de onda das radiofrequências?

No ano passado, os pesquisadores finalmente localizaram a origem de uma dessas explosões, chamada FRB 121102, no núcleo ativo de uma pequena galáxia localizada a 3 bilhões de anos-luz da Terra. Uma de suas peculiaridades, como se verificou então, é que esse sinal é repetido de tempos em tempos. Agora, pesquisadores da Breakthrough listen, um projeto de busca para a vida inteligente (SETI, em Inglês) pela Universidade da Califórnia, em Berkeley (EUA), descobriu um total de 72 rápido rajadas de rádio utilizando técnicas que fonte de inteligência artificial. Seus resultados foram aceitos para publicação no The Astrophysical Journal.

“Este trabalho é muito interessante não só porque ajuda a entender o comportamento dinâmico de rajadas de rádio rápidas, mas também porque mostra que a inteligência artificial pode detectar sinais que são negligenciados por algoritmos clássicos”, disse Andrew Siemion, diretor da empresa, em um comunicado.

Sinais de origem desconhecida

Até onde sabemos, rajadas de rádio rápidas (FRBs) duram apenas alguns milissegundos e vêm de galáxias distantes. Não se sabe qual é a sua origem. Entre as teorias mais aceitas está a de que elas vêm de estrelas de nêutrons altamente magnetizadas e são bombardeadas por correntes de gás de buracos negros supermassivos.

Outras teorias sustentam que sua origem pode estar em civilizações extraterrestres avançadas. É por isso que o Breaktrough Listen está aplicando seus algoritmos avançados para detectar sinais que poderiam ser produzidos com um propósito e não por natureza.

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Fonte: EngenhariaÉ