Quando os biocombustíveis roubam a comida
A crise alimentar, agravada pelo uso do milho e de outros grãos na produção de etanol, foi um dos assuntos centrais abordados nos passados dias 17 e 18, na capital mexicana, pelos vice-ministros de Agricultura do Grupo dos 20 países industriais e emergentes.
Este bloco reúne os países industrializados do Grupo dos Oito (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Japão, Itália e Rússia), a União Europeia e economias emergentes como Brasil, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, China, Coreia do Sul, Índia, Indonésia, México, África do Sul e Turquia.
O impacto desta questão na humanidade é analisado pela pesquisa “Agrocombustíveis: alimentadores da fome” e reflete como as políticas dos Estados Unidos para o etanol de milho aumentam o preço dos alimentos no México. A pesquisa foi apresentada no dia 16, patrocinada pelo escritório norte-americano da organização não governamental ActionAid International. (mais…)
Um dia seu carro será feito de jeans e dólar
Motores elétricos ou eficientes no consumo de combustível, aos poucos, estão deixando de ser sinônimo do comprometimento dos fabricantes de carro com a sustentabilidade. Para alguns, é hora de ir além. Preocupada com sua imagem ecológica e também com a alta do petróleo no mercado, a Ford vem investindo na pesquisa e desenvolvimento de materiais “verdes” inusitados para substituir o plástico e outros derivados do óleo na produção de peças automotivas.
NASA propõe 14 medidas para reduzir o aquecimento global
A NASA (Agência Espacial Norte-Americana) desenvolveu um estudo que propõe maneiras de reduzir o aquecimento global. O trabalho indica 14 medidas que o planeta deve adotar para amenizar as intensas mudanças climáticas. De acordo com o estudo, uma ação que conseguisse combater a emissão do gás metano e a poluição por fuligem acarretaria na redução do aquecimento global de 2,2ºC para 1,7ºC em 2050. Além disso, poderiam ser evitadas mortes por doenças respiratórias e o cenário aumentaria a produtividade agrícola.
O estudo da NASA foi publicado na revista “Science“. Segundo os cientistas, compensa investir nas medidas propostas, pois os custos poderiam ser maiores em saúde pública e agricultura. Entre as propostas estão incluídas a substituição de fornos a carvão e controle do vazamento de metano em poços de petróleo. (mais…)
Estudo sugere que biocombustível de óleo de palma pode ter grande impacto climático
Pesquisa do Conselho Internacional de Transporte Limpo e da Universidade de Leicester revela que combustível gerado a partir do óleo de palma de turfeiras pode emitir tanto dióxido de carbono quanto fontes fósseis
Não é novidade que os biocombustíveis podem não ser tão vantajosos ao meio ambiente quanto se costuma dizer, mas um novo estudo indica que eles podem ser ainda mais prejudiciais do que se pensava. Segundo uma pesquisa, as emissões de carbono de biocombustíveis gerados a partir do óleo de palma de turfeiras são maiores do que se estimava, podendo por vezes ser equiparadas às das fontes fósseis. (mais…)
Brasil é 1º a usar biocombustível na produção de energia no Continente Antártico
Uma parceria entre a Petrobras e a Vale Soluções em Energia (VSE) vai tornar o Brasil o primeiro país a utilizar biocombustível para produção de energia no Continente Antártico. O etanol, fornecido pela Petrobras, e o motogerador da Vale Soluções já chegaram à Antártica.
Segundo a estatal, os equipamentos, que saíram do Brasil em outubro, estão sendo desembarcados na Estação Antártica Comandante Ferraz, da Marinha, e logo terá início o programa científico. (mais…)
Avanços em bioenergia
A Bioenergia foi o tema de uma das sessões do simpósio FAPESP Week, encerrado na quarta-feira (26/10) em Washington, Estados Unidos, na qual pesquisadores brasileiros discutiram os recentes avanços científicos e tecnológicos e as perspectivas para a produção sustentável de biocombustíveis no mundo.
Glaucia Souza, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo, apresentou resultados do Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN), do qual é um dos membros da coordenação. O objetivo do programa, segundo ela, é articular atividades de pesquisa e desenvolvimento em laboratórios e empresas para promover o avanço do conhecimento e sua aplicação na produção sustentável de energia a partir do etanol de cana-de-açúcar.
Aviões movidos a biocombustível
Por Elton Alisson, da Agência Fapesp –Fapesp, Boeing e Embraer assinaram na quarta-feira, 26 de outubro, em São Paulo, uma carta de intenção para colaboração em pesquisa e desenvolvimento de biocombustíveis para aviação comercial.
A cerimônia de assinatura da carta de intenção teve a participação de representantes das três instituições: a conselheira da FAPESP, Suely Vilela, o diretor-administrativo da Fundação, Joaquim José de Camargo Engler, a presidente da Boeing Brasil, Donna Hrinak, o vice-presidente executivo de engenharia e tecnologia da Embraer, Mauro Kern, e o presidente da Boeing International, Shepard Hill.
O acordo prevê a construção no Estado de São Paulo de um centro de pesquisa focado no desenvolvimento de biocombustível sustentável para aviação, que será baseado no modelo dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs), da FAPESP, voltados para desenvolver pesquisas na fronteira do conhecimento. (mais…)
Empresas estão divididas sobre o impacto indireto dos biocombustíveis
Produtores europeus de bioetanol pediram a legisladores que introduzam regras sobre os impactos climáticos indiretos dos biocombustíveis, distinguindo entre “bons e maus”, reportou a Reuters.
A demanda é o primeiro sinal de uma divisão no setor europeu de biocombustíveis em relação à questão controversa dos usos indiretos da terra, que ameaçam minar as credenciais ‘verdes’ dos biocombustíveis devido ao seu papel no direcionamento de alimentos para os tanques de combustível. (mais…)
Brasil terá que importar 1,1 bilhão de litros de etanol anidro
O presidente da Unica, Marcos Jank, estimou que o Brasil deverá importar 1,1 bilhão de litros de etanol anidro para atender à crescente demanda em meio a quebra de safra no centro-sul do país na temporada 2011/12. Segundo ele, o volume estimado já considera a redução na mistura de etanol na gasolina, de 25% para 20%, anunciada pelo governo em agosto e prevista para entrar em vigor em outubro. (mais…)
Etanol: incertezas e indefinições
Há poucos anos o Brasil, eufórico, oferecia ao mundo o combustível verde de cana-de-açúcar, cujas vantagens ambientais e econômicas sobre os “similares” são tamanhas que nem as barreiras ao comércio poderiam nos afastar do destino de vir a ser a Arábia Saudita do biocombustível. Hoje o clima é outro: desde 2008 o setor entrou numa conjuntura de incertezas e indefinições que ao menos nos faz pensar se seremos capazes de levar adiante tal projeto.
Os consumidores se sentem enganados com o aumento do preço do etanol e as ameaças ao abastecimento; especialistas indicam, com ironia, que o País batalhou para criar o mercado internacional de álcool combustível de olho no potencial exportador, mas hoje é o maior importador de etanol de milho americano, produzido com base nos subsídios contra os quais temos lutado. Oscilações de preços e importações estabilizadoras são movimentos normais em mercados abertos, mais ainda no caso de um produto cuja produção depende de condições ambientais. O anormal é achar que os problemas se corrigirão por si sós, pela ação do mercado. (mais…)
Bioenergia: recursos para estudo na África
DO Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está com processo de seleção aberto para a elaboraçõ de um estudo de viabilidade de produção de biocombustíveis nos países-membros da União Econômica e Monetária do Oeste Africano (UEMOA). Segundo a chamada pública divulgada pelo BNDES, o estudo compreenderá levantamento completo, em todo o território de Benim, Burkina Faso, Cote d’Ivoire (Costa do Marfim), Mali, Níger e Togo, das condições de clima, de solo, sociais, ambientais, de mercado, de infraestrutura, de marco legal, entre outras que possam impactar a sustentabilidade e viabilidade da produção de bioenergia. O prazo de consulta prévia vai até o dia 8 de setembro.
Biocombustíveis podem ser solução para poluição dos aviões
Poluição dos aviões
A aviação é responsável pela emissão de 2% de gás carbônico e de 3% de todos os tipos de gases de efeito estufa (GEEs) e poderá triplicar esses números até 2050 se nenhuma ação for tomada. O alerta foi dado por Guilherme Freire, diretor de estratégias em meio ambiente e tecnologias da Embraer, em apresentação na primeira BBEST – Conferência Brasileira de Ciência e Tecnologia em Bioenergia (Brazilian Bioenergy Science and Technology Conference), que ocorre até o dia 18 de agosto em Campos do Jordão, interior de São Paulo. Segundo o executivo, a aviação emitiu 628 milhões de toneladas de gás carbônico em 2010, e as projeções indicam que as emissões chegarão à casa do 1,2 bilhão ou 1,4 bilhão de tonelada em 2030, dependendo do cenário de crise ou crescimento econômico. A expansão está relacionada especialmente ao desenvolvimento do setor nos países em desenvolvimento. ”Apesar da elevação das emissões, a aviação evoluiu tecnologicamente para reduzi-las, especialmente no que se refere ao aumento da eficiência dos combustíveis. Se o desenvolvimento tecnológico tivesse estacionado ao obtido nos anos 1990, o setor estaria emitindo 1 bilhão de toneladas de gás carbônico hoje. A meta global do setor é reduzir em 50% as emissões em 2050, comparado com os números de 2005″, disse. (mais…)
País terá maior usina de etanol do mundo
São Paulo – A Petrobras Biocombustível e o Grupo São Martinho, que formam a joint venture Nova Fronteira Bioenergia, anunciaram ontem (17), em São Paulo, que vão investir R$ 520,7 milhões para ampliar a capacidade de moagem da usina Boa Vista, localizada no município goiano de Quirinópolis. O objetivo é elevar a capacidade de processamento da cana-de-açúcar de 2,3 milhões de toneladas (estimativa de moagem da safra 2011/2012) para 8 milhões de toneladas na safra 2014/2015. (mais…)
Brasileiros desenvolvem bioquerosene de aviação
O Instituto Nacional de Tecnologia (INT) e o Instituto Militar de Engenharia (IME) são parceiros em dois pedidos de patentes para um processo inédito na fabricação de biocombustíveis para aviação.
Bioquerosene
Derivado do petróleo, com alto preço no mercado internacional, o querosene de aviação virou foco da estratégia de substituição por biocombustíveis em países como o Brasil e os Estados Unidos.
O interesse comum dos dois países por desenvolver o bioquerosene foi formalizado em um convênio, assinado em Brasília, em Março, durante a visita do presidente Barak Obama.
Em todo o mundo várias empresas e centros de tecnologia também buscam caminhos para o desenvolvimento desse novo biocombustível.
Isso realça a importância do avanço obtido pelos pesquisadores brasileiros, que tornam mais próxima essa realidade, com tecnologias inéditas.
Células a combustível a biodiesel chegam ao mercado
Um grupo de engenheiros de universidades e empresas da Noruega começou a testar uma tecnologia mista para a alimentação de carros elétricos e geração independente de energia elétrica.
Enquanto as quase perfeitas células a combustível a hidrogênio não chegam, os pesquisadores estão unindo uma célula a combustível “mais tolerante” com o biodiesel. (mais…)
Dinamarca e China lideram tecnologias limpas
AMSTERDAM — A Dinamarca deve grande parte de sua receita às fazendas eólicas e outras tecnologias verdes; os Estados Unidos estão rapidamente expandindo seu setor de tecnologias limpas; mas nenhum país se compara ao ritmo de crescimento da China.
Essas são as informações de um novo relatório obtido pela The Associated Press. A produção de tecnologias verdes na China cresceu impressionantes 77% em um ano, de acordo com o relatório encomendado pela World Wildlife Fund for Nature (WWF).
“Os chineses fizeram, em nível político, uma decisão consciente de capturar esse mercado e desenvolvê-lo agressivamente”, disse Donald Pols, um economista da WWF.
A Dinamarca, líder há tempos em energia eólica, retira 3,1% de seu produto interno bruto de tecnologias de energia renovável e eficiência energética – o que equivale a US$9,5 bilhões, de acordo com o relatório. A China é o maior produtor, em termos financeiros, ganhando mais do que US$ 64 bilhões, ou 1,4% do seu PIB. Os Estados Unidos vêem em 17º lugar na produção de tecnologias limpas, com 0,3% do PIB (US$ 45 milhões). No entanto, essa indústria vem crescendo a uma taxa de 28% ao ano desde 2008.
“Os EUA estão crescendo muito, então parece que a política do presidente Obama está funcionando”, disse Pols. Mas os EUA não podem ser comparados à China. (mais…)
Florestas energéticas: uma boa alternativa
Da Agência Ambiente Energia - A biomassa de madeira responde atualmente por 8,7% da matriz energética mundial e 13,9% da brasileira. A oferta de biomassa florestal se dá por resíduos (florestais, industriais ou urbanos) ou plantações de florestas energéticas.
Os resíduos florestais e industriais são a maior oportunidade no curto prazo, enquanto a oferta oriunda de plantações de finalidade exclusivamente energética ainda é incipiente e está restrita a alguns países, mas tem grande potencial de desenvolvimento no longo prazo, em especial no Brasil.
A peletização diminui o teor de umidade da madeira e aumenta sua densidade, ampliando as possibilidades de comércio internacional, em face das diminuições do custo relativo do frete, de forma que o pellet de madeira é hoje a biomassa sólida para fins energéticos mais negociada no mundo.
O maior desenvolvimento desse mercado está intrinsecamente relacionado a possíveis adoções de metas de redução de emissão de CO2 por países desenvolvidos e em desenvolvimento e deve ser impulsionado no futuro por meio do desenvolvimento de tecnologias relacionadas a gaseificação, biorrefinarias e segunda geração de biocombustíveis.
Fonte:Ambiente Energia
Cemig inicia venda de energia produzida a partir do lixo
Planta de energia limpa gera 2.800MWh por mês
A Cemig já está comercializando a energia gerada por meio do biogás, produzido pela decomposição do lixo e composto por metano (CH4) e gás carbônico (CO2). O contrato de compra de energia elétrica incentivada – fonte alternativa – foi firmado com o Consórcio Horizonte Asja, grupo italiano líder em seu país na produção de energia através de fontes renováveis.
Desde novembro passado, início da operação, a planta de produção de energia alternativa está gerando em média 2.800 MWh por mês. Conforme contrato, a Cemig receberá anualmente, entre 2011 e 2014, 4,9 MW médios, energia suficiente para abastecer, por exemplo, todo o município mineiro de Diamantina nesse mesmo período.
Biodiesel é destaque no carnaval carioca
A escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel vai utilizar biodiesel para mover os carros alegóricos durante o desfile do carnaval carioca
O combustível renovável é feito a partir de plantas (óleos vegetais) ou de animais (gordura animal) e vem ganhando espaço no mercado nacional e internacional.
A escola de samba utilizará cerca de 800 litros do óleo durante os desfiles. A iniciativa para utilizar o biocombustível no carnaval carioca é resultado de acordo entre a agremiação e as empresas produtoras do óleo, organizadas por meio da União Brasileira de Biodiesel (Ubrabio).
Também participam da ação o Instituto Nacional da Tecnologia, a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor). Os motores já estão instalados nas alegorias da Mocidade e passaram por vistorias e testes.
Cientistas da USP produzem biodiesel da borra de café
Com informações da Agência USP – 16/02/2011

Reciclagem do café
Cientistas da USP demonstraram que é possível usar a borra de café – o que resta do café em pó depois que ele é coado – para a produção de biodiesel.
Biocombustíveis de celulose vencem mais um obstáculo
Um grupo internacional de cientistas anunciou ter conseguido obter geneticamente uma nova linhagem de levedura que se mostrou capaz de produzir etanol a partir do uso de mais tipos de açúcares de plantas.
Para produzir comercialmente combustíveis como o etanol, que no Brasil é derivado da cana-de-açúcar, microrganismos devem ser capazes de fermentar sacarídeos encontrados em vegetais, como glicose, xilose ou celobiose.
O problema é que a maioria dos micróbios não consegue converter todos esses açúcares em combustível que possa ser produzido em escala.
Biocombustível mais limpo
Por Elton Alisson, Agência Fapesp – O processo de produção do etanol resulta atualmente em uma série de resíduos tóxicos que, caso sejam lançados no meio ambiente, podem causar graves impactos ecológicos. Mas, em um futuro próximo, por meio de novas tecnologias geradas em áreas como a biotecnologia e genômica, será possível eliminar ou transformar, nas próprias usinas de etanol, os poluentes emitidos.
A estimativa é de Bram Brouwer, professor associado da Universidade Livre de Amsterdã e cientista-chefe da Bio-base Ecologically Balanced Sustainable Industrial Chemistry (Be-Basic).
“Estamos aprendendo como as indústrias de biocombustíveis, de química fina e de novos materiais podem diminuir a geração de poluentes ou convertê-los em novos produtos. Mas são tecnologias que levarão pelo menos de cinco a 10 anos para serem desenvolvidas”, disse no Workshop on Environmental, Social and Economic Impact of Biofuels, realizado em novembro pelo programa Fapesp de Pesquisa em Bionergia (BIOEN) e pelo Be-Basic.
O Be-Basic é um consórcio público-privado formado pelas principais universidades, instituições de pesquisa e indústrias holandesas e voltado para o desenvolvimento de novas tecnologias para produção de bioquímicos, biomaterias e biocombustíveis.
Cientistas saem em defesa do etanol de celulose
Biomassa sustentável
“A biomassa é, de longe, a mais viável fonte sustentável de combustíveis líquidos que, por sua vez, continuarão a ser necessários por muito tempo, se não indefinidamente.”
A afirmação está em uma carta publicada na edição atual da revista Science, de autoria de Lee Lynd, professor da Thayer School of Engineering do Dartmouth College, e de Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP e professor titular da Universidade Estadual de Campinas.
O texto é uma resposta à reportagem publicada pela mesma revista em sua edição de 13 de agosto, em seção especial sobre energias alternativas.
De autoria do jornalista Robert Service, a reportagem identifica fatores que contribuiriam para a eventual queda do entusiasmo nos Estados Unidos com relação ao etanol celulósico e observa que decisões políticas adotadas este ano poderão moldar a nascente indústria de biocombustíveis no país por décadas.
Petrobras aposta na diversificação das fontes de energia

Petrolífera investirá um montante substancial — US$ 3 bilhões ao ano — em biocombustíveis
A Petrobras, companhia estatal de petróleo brasileira, é líder em projetos de diversificação de fontes de energia, do gás natural aos biocombustíveis, e isso não é só slogan de marketing. Nos últimos anos, a petroleira colheu vários elogios por seu comprometimento com um futuro de índices mais baixos de carbono, apesar das atividades constantes de perfuração de petróleo da empresa. Além disso, a Petrobras integra o Índice Dow Jones de Sustentabilidade.
Nas últimas décadas, o Brasil tem chamado a atenção não só pela velocidade de crescimento de sua economia emergente, mas também pela autossuficiência conquistada pelo país em razão do seu comprometimento com uma ampla variedade de fontes de energia, sobretudo energias alternativas. O Brasil usa grandes quantidades de biocombustíveis, como o etanol da cana-de-açúcar. Tanto isso é verdade que a frota de veículos do país tem um percentual cada vez maior de carros flex, isto é, veículos que rodam à base de uma mistura de combustível fóssil e biocombustível.
















