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Mudanças climáticas na Amazônia podem inviabilizar Belo Monte, alerta WWF-Brasil

 

Local da construção da Usina de Belo Monte (Divulgação)

Variações climáticas futuras não estariam sendo incorporadas no  planejamento energético na Amazônia Brasileira.

A hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, poderá perder mais de 80% de sua receita anual até 2050, como resultado de uma diminuição da vazão do rio Xingu.

Esta informação fazem parte de dados preliminares de um estudo em desenvolvimento pelo WWF-Brasil no âmbito da parceria HSBC Climate Partnership por consultores especializados em hidrologia e mudanças climáticas. O estudo completo deve ser publicado ainda este ano.

O estudo analisa a vulnerabilidade climática da produção de hidroeletricidade na região Norte do país com enfoque em alguns grandes empreendimentos como a usina hidrelétrica de Belo Monte.

IPCC

“As prováveis mudanças na vazão do rio Xingu, provocadas pelas alterações climáticas, colocarão em risco a viabilidade da usina de Belo Monte”, afirmou Carlos Rittl, coordenador do Programa de Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil.

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América do Sul atrai indústria nuclear

A energia nuclear pode ganhar três novos adeptos na América do Sul. Chile, Equador e Venezuela trabalham em projetos de construção de usinas atômicas para a geração de eletricidade. O interesse já atrai países que detém tecnologia nuclear e veem na América do Sul um potencial novo mercado. Para os Estados Unidos, no entanto, as pretensões energéticas de alguns governos da região causam incômodo.

Atualmente, apenas México, Brasil e Argentina têm usinas nucleares gerando eletricidade. Os três discutem – com mais ou menos ênfase – a expansão da fatia de seu átomo na matriz energética.

De acordo com a Associação Mundial Nuclear, mais de 45 países em todo o mundo estão atualmente “ativamente considerando a possibilidade de desenvolver programas de energia nuclear”. Na América do Sul, os listados são Chile, Equador e Venezuela. A Bolívia, segundo disse recentemente o presidente Evo Morales, também tem interesse em ingressar na era da energia nuclear. O país, no entanto, não é citado pela associação como um dos que estão realmente empenhados na ideia de adquirir um reator.

Na região, é a Venezuela quem parece estar mais avançada. Embora seja o maior exportador de petróleo da América do Sul, o país tenta reduzir sua dependência dos hidrocarbonetos, a exemplo do que fazem países árabes ricos em petróleo. No mês passado, durante visita à Rússia, o presidente Hugo Chávez firmou com o presidente Dmitri Medvedev uma parceria energética e chegaram a um acordo para a “construção e uso de uma estação de energia atômica no território da Venezuela”. O acordo prevê a construção de uma usina nuclear com dois reatores com capacidade de gerar 1.200 megawatts, segundo a estatal nuclear russa Rosatom.

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Paraguaios pressionam por aprovação de acordo sobre Itaipu

País quer apressar tramitação de texto que aumenta pagamentos pela energia da usina binacional

O governo paraguaio deverá iniciar nos próximos dias, uma vez concluídas as eleições no Brasil, novo esforço de persuasão junto a parlamentares brasileiros pela aprovação do acordo entre os dois países que aumenta de US$ 120 milhões para US$ 360 milhões ao ano o pagamento brasileiro pela cessão de energia da hidrelétrica binacional de Itaipu. Segundo o jornal paraguaio La Nación, representantes do governo de Assunção estarão em Brasília neste mês para defender a rápida aprovação do acordo pelo Congresso Nacional.

As chamadas “Notas Transversais” firmadas pelos dois governos já receberam parecer favorável da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul), primeiro passo de sua tramitação. Mas, para que entrem em vigor, precisam ainda ser aprovadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. O objetivo da missão, de acordo com a imprensa paraguaia, é o de buscar a aprovação do acordo ainda neste ano pela Câmara, para que o texto seja analisado por um Senado renovado a partir de fevereiro.

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Brasil e Peru assinam acordo para comércio de energia

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Alan García assinaram nesta quarta-feira um acordo para o comércio de energia entre Brasil e Peru.

O acordo prevê o fornecimento de energia elétrica produzida no Brasil ao Peru e a exportação de excedentes de energia pelo país andino ao Brasil, dando início ao processo de interconexão das redes elétricas dos dois países.

O documento também estabelece regras para a participação brasileira em projetos hidrelétricos no Peru. Segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, há o potencial de geração conjunta de 7.200 megawatts. (mais…)


Itaipu: compromisso versus oportunismo

Aprovam a ideia: os paraguaios e quem adora fazer bondades com dinheiro alheio.
Por Claudio J. D. Sales
10/05/2010

Paraguai quer revisão do Tratado de Itaipu porque os rendimentos da usina equivalem a cerca de 20% do seu orçamento

Enquanto a atenção do país se concentra no controverso leilão do aproveitamento hidrelétrico de Belo Monte, o Congresso Nacional decide o futuro financeiro de outro gigante, a usina binacional de Itaipu, construída no rio Paraná, na divisa entre Brasil e Paraguai, com risco de prejuízo bilionário para consumidores e contribuintes brasileiros.

A Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul) aprovou na semana passada a proposta de alteração do Tratado de Itaipu. A matéria agora tramita como Projeto de Decreto Legislativo em regime de urgência no Congresso Nacional.

A proposta é triplicar o valor pago pela energia não utilizada pelo Paraguai e consumida pelo Brasil, valor chamado de “Remuneração por Cessão de Energia” e que representa apenas uma parcela da remuneração global ao Paraguai. O impacto da alteração é da ordem de US$ 240 milhões por ano, ou US$ 3,3 bilhões até 2023, quando está prevista a revisão das bases financeiras do Tratado de Itaipu.

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Representação no Mercosul aprova aumento de remuneração ao Paraguai por energia de Itaipu

O Paraguai pode ganhar mais pela energia gerada em Itaipu. A Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul aprovou nesta quarta-feira (5) o relatório do deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR) sobre a Mensagem Presidencial 951/09, que trata das novas bases financeiras do Tratado de Itaipu, firmadas em 1º de setembro de 2009. Essas novas bases elevam de 5,3 para 15,3 o fator de multiplicação aplicado aos valores estabelecidos para os pagamentos por cessão de energia, o que eleva os pagamentos anuais feitos ao Paraguai de cerca de US$ 120 milhões para cerca de US$ 360 milhões.

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Chávez anuncia projeto nuclear para Venezuela

A Venezuela está disposta a iniciar o desenvolvimento de sua primeira central nuclear, “com objetivos pacíficos”, revelou nesta sexta-feira o presidente Hugo Chávez, ao firmar acordos de cooperação com o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, que visita Caracas.

“Conversamos sobre o tema e estamos dispostos a iniciar o primeiro projeto para uma central de energia nuclear, obviamente com fins pacíficos”, declarou Chávez.

Putin chegou hoje a Caracas para uma visita oficial e após um longo dia de trabalho, os dois líderes firmaram cerca de 30 acordos, nas áreas de energia, petróleo, tecnologia e defesa.

A Venezuela é um dos principais parceiros econômicos e políticos da Rússia na América Latina, e os dois governos já firmaram numerosos acordos nos últimos anos em matéria energética e de defesa.

Segundo Chávez, Venezuela e Rússia estão desenvolvendo “uma nova equação” no âmbito das relações bilaterais.

“Tenho que agradecer seu apoio ao projeto bolivariano”, disse Chávez a Putin.

Entre 2005 e 2007, Caracas firmou contratos para a compra de armas russas no valor total de 4,4 bilhões de dólares, incluindo caças Sukhoi, helicópteros de combate e fuzis de assalto Kalashnikov.


Empresas sem justificativa para uso excessivo da energia terão luz cortada por 24 horas na Venezuela

Noventa e seis empresas não reduziram seu consumo em 20%, como estabelecia decreto firmado em fevereiro

Chegou a hora da punição a quem se recusou a apagar a luz. O governo venezuelano suspenderá a partir desta segunda, dia 22, por 24 horas, o fornecimento de energia para 96 empresas que não reduziram seu consumo elétrico em 20%, como estabelecia decreto firmado em fevereiro. De acordo com o vice-presidente venezuelano, Elías Jaua, “96 altos consumidores” sofrerão a medida, por “não responderem à consulta” sobre os motivos da manutenção de seu nível de consumo.

Se mantiverem o consumo elevado, as empresas sofrerão um corte maior, de 48 horas, em abril. Quem persistir terá o fornecimento elétrico suspenso por prazo indeterminado, até que “termine a emergência elétrica”, possivelmente em maio.

Indústrias, restaurantes, lojas, hotéis, academias e concessionárias de veículos estão na lista de empresas que terão sua energia cortada por não terem conseguido reduzir o consumo. Além das medidas de redução impostas aos “altos consumidores”, o governo determinou uma queda de 10% no consumo doméstico de eletricidade, prevendo multas para os pequenos usuários.

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Calor agrava escassez de energia na Argentina

MARINA GUIMARÃES – Agencia Estado

BUENOS AIRES – Em meio à crise política e institucional enfrentada pelo governo de Cristina Kirchner, as altas temperaturas do verão argentino evidenciam a persistente escassez energética. Cortes no fornecimento de energia elétrica estão sendo aplicados em vários pontos da Argentina e podem ter reflexos na produção industrial. Com a onda de calor

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Chávez unifica ministérios de Economia e Planejamento

Antecessor, Alí Rodríguez, assumirá pasta do Ministério da Energia Elétrica que está vaga desde quarta-feira

CARACAS - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou durante o seu discurso na Assembleia Nacional (Parlamento), a unificação das pastas de Economia e Finanças e de Planejamento, que será dirigido por Jorge Giordani.

“A fusão vai permitir mais coerência”, acrescenta, sem precisar mais detalhes. O antecessor da pasta, Alí Rodríguez, assumirá a o Ministério da Energia Elétrica.

“Alí Rodríguez será designado como novo ministro da Energia Elétrica e a ele desejo todo o sucesso. Apenas eu o chamei e ele me disse: ‘Sou um soldado, e onde é necessário a revolução, ali estarei’”, diz Chávez.

O Ministério de Energia Elétrica estava vago, após a destituição de Ángel Rodríguez, desde a última quarta-feira, após os problemas gerados pelo plano de racionamento de energia em Caracas, quando Chávez ordenou a suspensão do plano em menos de 24 horas após o lançamento.

Fonte:Estadão


US$ 100 milhões para YPFB

Com um atraso de quase três anos, a Petrobras pagará à YPFB US$ 100 milhões adicionais pelas chamadas “frações líquidas” do gás boliviano. O valor refere-se à 2007 e deverá ser pago em 30 dias, contou a diretora de Gás e Energia da petroleira, Maria das Graças Foster nesta sexta-feira (18/12), durante coletiva de imprensa.

Os próximos pagamentos ainda estão sendo definidos e recalculados e a segunda parcela – referente à 2008 – poderá ser paga em cerca de 90 dias. A executiva adiantou, no entanto, que os ajustes retroativos das próximas parcelas devem ficar em torno de US$ 100 milhões e US$ 180 milhões.

“Depois de pagar o retroativo, vamos agregar esse valor aos pagamentos normais do gás”, comentou Graça após reforçar que a Petrobras ainda está se reunindo com a empresa boliviana para definir os próximos pagamentos.

A diretora garantiu ainda que o gasto extra da petroleira com o gás não será repassado ao comsumidor. “Vamos absorver esse custo, diminuindo nossa margem”. Para janeiro de 2010, no entanto, está previsto um reajuste trimestral de cerca de 7% no preço do gás.

Fonte:Energia Hoje


Oscilação de energia preocupa população da fronteira

Cinco dias após blecaute que atingiu 18 estados, Bela Vista (364 km de Campo Grande) e Antônio João (302 km da Capital), as duas na fronteira com o Paraguai, voltaram a ficar no escuro.

Por aproximadamente 1 hora, as cidades ficaram sem o fornecimento contínuo de energia.  “A energia elétrica voltava, ficava 20, 30 segundos, e apagava de novo por mais 10 minutos, e ia assim, indo e voltando”, contou um morador de Bela Vista, que pediu para não ter o nome divulgado.

Ele afirmou que o apagão atingiu toda a cidade, mas que o mesmo não aconteceu no Paraguai. “Nós olhávamos para o outro lado da fronteira e lá o fornecimento estava normal”, afirmou. Moradores ficaram preocupados com a possibilidade de um novo “apagão” em todo o país.

O Campo Grande News tentou entrar em contato com a assessoria de imprensa da Enersul, mas ainda não conseguiu.


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