Microfoguete submarino é alimentado pela própria água do mar

Quando a água do mar, rica em cloretos, reage com o magnésio, são liberadas bolhas de hidrogênio, que fornecem a propulsão para o micromotor.

Quando a água do mar, rica em cloretos, reage com o magnésio, são liberadas bolhas de hidrogênio, que fornecem a propulsão para o micromotor.

Em 2011, a equipe do professor Joseph Wang, da Universidade da Califórnia, criou um microfoguete com potencial para navegar pelo sangue e capturar células doentes.

Isso com muitas modificações, porque o micromotor precisava estar mergulhado em uma solução que contivesse seu combustível, o peróxido de hidrogênio.

Um ano depois, eles superaram essa deficiência, criando um microfoguete que levava seu próprio combustível.

Agora, eles ampliaram sua família de possibilidades, sempre com o foco de encontrar as condições adequadas para fazer seus micromotores moverem-se no interior de seres vivos.

Desta vez, o combustível ficou mais simples e mais benigno – o microfoguete é impulsionado pela água do mar.

Os micromotores são formados por micropartículas de magnésio recobertas por uma camada de níquel e ouro, que permitem que o foguete seja guiado magneticamente.

Quando a água do mar, rica em cloretos, reage com o magnésio, são liberadas bolhas de hidrogênio, que fornecem a propulsão para o micromotor.

A liberação contínua das bolhas de hidrogênio dá ao pequeno veículo uma velocidade considerável, percorrendo três vezes seu comprimento a cada segundo, o equivalente a 90 micrômetros/s-1.

Embora ainda não possam ser usados no corpo humano, Wang afirma que a propulsão na água do mar poderá tornar os micromotores úteis em pesquisas para a retirada de gotas de óleo e outros contaminantes na água do mar.

Fonte: Inovação tecnologia