Belo Monte


O projeto da construção da usina de Belo Monte gera discussões há décadas. E até hoje não há um senso comum sobre isso. Será que vale à pena fazer uma usina tão grande, alagando meio milhão de quilômetros quadrados em plena floresta amazônica para o fornecimento de uma quantidade imensa de energia que será mais utilizado no Sudeste do país do que para o desenvolvimento da região?

Porém, apesar desses entraves, a licença obtida pelo projeto inclui responsabilidades sociais e ambientais que visam melhorias para as cidades locais e cuidados com o meio ambiente. E, ao ficar pronta, a usina aumentará a parcela de utilização de fontes limpas na geração de energia no Brasil e irá gerar uma quantidade de energia essencial ao desenvolvimento do país.

Após ler as reportagens deste blog e de outras fontes de notícias, qual a sua opinião sobre o projeto de Belo Monte?

PET Elétrica

16 comentários sobre “Belo Monte

  1. Guilherme Dias Bento-Grupo A2D2
    Acredito que a construção da usina de Belo Monte irá trazer impactos muito sérios à Amazônia brasileira,pois usinas hidrelétricas exigem a existência de grandes áreas para serem alagadas,gerando depredação da fauna e da flora locais,além de alterações climáticas que podem interferir negativamente no desenvolvimento das espécies nativas.Além disso,com possíveis mudanças na vazão do Rio Xingu,há a possibilidade de a usina não trazer os retornos desejados,o que a tornará um fracasso,pois são altos os custos em construções desse tipo,devido à necessidade de uma grande infra-estrutura e grandes gastos.Por todos estes motivos,acredito que a construção da usina de Belo Monte deva ser repensada pelos envolvidos em tal projeto.

  2. A construção da usina de Belo Monte comprometerá a fauna e flora local, alagando áreas protegidas como terras indígenas e unidades de conservação. Além do mais poderá secar cerca de 100 quilômetros do Rio Xingu, deixando habitantes sem acesso a água, peixes ou a meios de transporte. O represamento do rio alagará parte da cidade de Altamira, forçando o deslocamento de quase 40 mil habitantes.
    De acordo com o governo, a usina terá uma capacidade total instalada de 11.200 megawatts (MW), mas devido à variação da vazão do rio durante o ano, uma garantia assegurada de geração de apenas 4.500 MW. Tal observação do governo não considera as mudanças climáticas que poderão reduzir ainda mais a capacidade de geração da usina causando um enorme prejuízo financeiro. A geração de energia da usina não será tão limpa quanto se espera, pois emitirá gás metano proveniente da decomposição da vegetação inundada.
    Gastos envolvidos na construção da usina poderiam ser redirecionados a campanhas em prol da eficiência energética, o que reduziria a demanda elétrica nacional em até 40%, equivalendo a quase 14 usinas de Belo Monte.

  3. A construção da usina de Belo monte irá fornecer grande quantidade de energia para o país, e embora muito seja citado de que cidades serão alagadas com o represamento da água,não se ouve dizer que estas mesmas cidades já sofrem com constantes inundações dos períodos de chuva,ou então que alguns dos 40 pontos necessários para a implantação da usina é a de várias melhorias na infra-estrutura das cidades afetadas; o que não ocorreria em nenhuma outra circunstância.E embora muito seja citado, alegando que haverá perda de território indígena, este território nada mais é do que terra inabitada,pois está na constituição que apenas por força do congresso nacional pode haver a retirada de povos indígenas das suas terras; o que até o momento não houve e nem mesmo haverá .

  4. Considerando a capacidade energética, o Brasil já conta com a geração dessa hidrelétrica para dar conta do consumo do país num futuro próximo, 4,4 mil MW (40% da potência total) que é a energia firme prevista para Belo Monte. Fazendo analogia, para a mesma geração, seria necessária a instalação de térmicas a gás e carvão (na proporção da capacidade instalada dessas fontes no parque atual – 85% de gás e 15% de carvão) a conta dos brasileiros subiria R$ 4,6 bilhões. Ou por usinas térmicas a gás, nesse caso o preço anual subiria em mais R$ 5,2 bilhões por ano em relação à Belo Monte. A potência energética e a lucratividade não se compara.

  5. Realmente a construção da Usina Belo Monte vem trazendo grandes dúvidas em relação aos impactos ambientais causados pela mesma. Eu concordo com o que alguns grupos em favor do meio ambiente vem nos alertando, a obra interfere no cotidiano dos índios presentes na área que, por lei, tem o direito de serem avisados sobre os impactos e suas opiniões devem ser respeitadas, o que não vem acontecendo. Outro fator importante é que a construção da usina poderá causar graves impactos na fauna e flora além de alterar, por exemplo, o ciclo reprodutivo de alguns animais, o que influenciará a vida indígena de uma forte maneira já que muitos desses animais servem de base alimentar para os índios e para a população ribeirinha. Enfim, essa é uma delicada questão que deve ser atenciosamente analisada.

  6. Não há dúvidas de que a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte provocará mudanças ambientais na região, no entanto pensando de uma forma bastante racional, tais mudanças estão ocorrendo em outras regiões da floresta Amazônica devido ao desmatamento para extração de madeira ou outras atividades econômicas, como a pecuária e o plantio de soja, sem que tais atividades gerem benefícios à população brasileira. No caso da usina, essas alterações no clima, na fauna e na flora já vêm sendo estudadas fim de que o impacto seja minimizado e traga benefícios tanto à população local quanto ao desenvolvimento do Brasil. No âmbito local há projetos sociais e perspectiva de dinamização da economia regional, além de planos de demarcação de reservas indígenas. No âmbito nacional, há a geração de uma quantidade enorme de energia limpa com o melhor custo-benefício entre todas as formas de energia disponíveis, sendo que esse implemento energético imprescindível para suprir a demanda do país nos próximos anos.

  7. Olá Rodrigo, concordo com o que você disse sobre a crescente demanda energética do Brasil, é preciso sim criar novas usinas, mas de forma adequada. E ao contrário do que você escreveu a usina de Belo Monte não produziria uma energia limpa, já que a inundação de florestas proporciona a emissão de gás metano, que por sinal é vinte e cinco vezes pior que o gás carbônico em relação a intensificação do efeito estufa. Sem contar ainda que o custo-benefício de Belo Monte não seria tão agradável quanto ao de outras hidrelétricas, pois gastaria uma baita grana pra gerar apenas 40% da capacidade total.

    Mas então quer dizer que se já existe um enorme desmatamento ilegal na Amazônia, piorar um pouco não teria problema? Talvez esse não seja um pensamento racional.

    • Antes de qualquer análise, é preciso que se tenha em mente que temos que medir os impactos sob a ótica do impacto relativo. Assim se estamos falando de racionalidade, a pergunta que se faz é a seguinte: como gerar mais energia de forma sustentável e economicamente viável que gere o mínimo impacto ambiental? a resposta é simples, usinas hidro-elétricas. (A energia eólica tem custos 4 ou 5 vezes maiores e possuem impacto ambiental relacionados a transformação do aço e da rede de transmissão, solar é mais cara ainda e a rede de transmissão é ainda mais difusa, a nuclear hoje pode ser considerada a mais limpa, no entantos não temos tecnologia para as usinas de última geração pouco poluidoras) Quanto a Belo Monte, temos uma das menores relações entre área alagada e produção de energia (além disso projeto contempla um grande conjunto de medidas mitigadoras de impacto). A luz da racionalidade não há dúvidas que o projeto é amplamente favorável para o Brasil e para o ambiente. Além de permitir o desenvolvimento da região, com novas atividades econômicas (turismo, pesca, e outras induzidas pelo recebimento dos royalties da geração de energia)diversas em relação a pecuária extensiva, essa sim a maior responsável pelo desmatamento da Amazônia.

  8. O projeto original da UEH de Belo Monte foi aprimorado várias vezes para que não fossem inundadas parte das terras indígenas na região, como Paquiçamba e Arara da Volta Grande. Isso mostra a preocupação em assegurar os interesses destes povos. Está garantido que as comunidades indígenas não vão ser diretamente atingidas. Quanto à vazão do rio, uma das condicionantes impostas na licença prévia para o empreendimento determina que seja mantida uma vazão mínima, ou seja, o rio não vai secar como alguns estão dizendo.
    Outro ponto importante é que a UHE levará desenvolvimento para a região. Serão criados cerca de 18 mil empregos diretos e 23 mil indiretos, dando uma esperança para quem sofre com desemprego desde a queda do movimento madeireiro. Este desenvolvimento irá melhorar as condições de vida de centenas famílias indígenas citadinos e de cerca de 5.000 famílias que vivem em palafitas, sujeitas aos ciclos anuais de alagamentos, sem saneamento básico e outros serviços essenciais.

  9. O movimento contrário à obra, encabeçado por ambientalistas e acadêmicos, defende que a construção da hidrelétrica irá provocar a alteração do regime de escoamento do rio, com redução do fluxo de água, afetando a flora e fauna locais e introduzindo diversos impactos socioeconômicos. Outro argumento é o fato de que a obra irá inundar permanentemente os igarapés Altamira e Ambé, que cortam a cidade de Altamira, e parte da área rural de Vitória do Xingu. A vazão da água a jusante do barramento do rio em Volta Grande do Xingu será reduzida e o transporte fluvial até o Rio Bacajá (um dos afluentes da margem direita do Xingu) será interrompido. Atualmente, este é o único meio de transporte para comunidades ribeirinhas e indígenas chegarem até Altamira, onde encontram médicos, dentistas e fazem seus negócios, como a venda de peixes e castanhas.

  10. A polêmica em torno da construção da usina de Belo Monte na Bacia do Rio Xingu, em sua parte paraense, já dura mais de 20 anos.A usina do Belo Monte é um conjunto complexo de impactos socioambientais.O impacto causado com a construção da usina é generalizado, pois mexe na raiz de todo o funcionamento do ciclo ecológico da região,além de causar mudança de regime de inundação e consequências para a agricultura, afluxo populacional e desestruturação fundiária. Não podemos esquecer que com a cheia permanente, as árvores irão resistir alguns meses, mas depois vão morrer, com o afogamento das raízes.Essas árvores servem de dieta para muitos peixes, por exemplo, o que gera impacto sobre a fauna e, consequentemente, para todo o ciclo ecológico da área. Além disso, muitos peixes sincronizam a desova com a cheia e, portanto, na parte que vai ficar muito seca, é possível que haja diminuição de diversas espécies. Além de tudo são mais de 20 etnias ao longo de toda a bacia, então é uma perspectiva altamente arriscada do ponto de vista social.

  11. Embora chegue a ocorrer alguma emissão de gás metano com a implantação da usina hidrelétrica,devido a morte morte das árvores,essa emissão será por um curto período de tempo(pois a maior parte da terra que será alagada, já vive constantemente nessas condições)e por isso podemos afirmar sim que a usina de Belo Monte é uma fonte de energia limpa.Pois a alternativa para esta seriam termoelétricas entre outras,e estas sim,diferente da usina de Belo Monte,geram gás carbônico enquanto funcionam, e não apenas quando são instaladas.

    Enquanto ao assunto das terras indígenas, estas terras são improdutivas,e inabitadas, e ainda por cima vivem em constante estado de cheia,a mesma cheia que ocorrerá com a instalação da usina.E enquanto a usina secará parte do rio do Xingu que é utilizado como meio de transporte,a infraestrutura necessária a instalação da usina fará com sejam criados novos meios de se chegar aos locais mais afastados, e embora a pesca (que é fonte de sustento para algumas familías) seja diminuida,outro empregos irão surgir com a implantação da usina,e além da qualidade de vida que irá melhorar com o crescimento da cidade.

  12. O projeto da usina de Belo Monte já vem sendo estudado a décadas e é possível comprovar a sua real capacidade de aumentar a geração de energia limpa no Brasil. Obviamente, para uma construção de grande porte como este, existem inúmeros obstáculos, como a necessidade de se criar um meio de garantir qualidade de vida àqueles que moram na região. Porém, essas famílias serão devidamente acomodadas como já foi garantido pelas autoridades. O processo é lento justamente para que nenhuma comunidade saia sem modo de sobrevivência fora do local. O impacto social da construção é certamente menor do que seus benefícios para a produção de energia limpa parao país, contribuindo para que não se utilize e formas de obtenção de energia que prejudiquem o meio ambiente.

  13. Para que a usina de Belo Monte seja construída, estão sendo estudados projetos de acomodação social e que também preserve o máximo a paisagem original. Se outras usinas fossem construídas para atingir a mesma capacidade potencial de Belo Monte, seria necessário inundar o Nordeste inteiro! “A obra integra a lista de convênios firmados pela Norte Energia com os cinco municípios diretamente relacionados à UHE Belo Monte, na região de Altamira, Pará. Todas as ações previstas têm o objetivo de promover a inclusão social e elevar a qualidade de vida da população, beneficiando mais de 130 mil pessoas da região.”

  14. Acredito que a produção de energia para nosso país será muito eficaz, mas o compromisso com os povos e indígenas ali presente sobretudo ao meio ambiente se faz necessário. O bom senso crítico é simples se baseia em qualidade e dignidade de vida, e não estamos falando de um problema seu ou meu, mas sim de todos. Em fim há pontos positivos gerados pela obra ? E o quanto isso tem algum fundamento como argumento de defesa, avanços como sistema de esgoto e cuidados básicos de saúde é dever do governo, essa gestão não pertence a interesses do progresso desordenado que ferem o mundo. Esta faltando mais um choque de realidade, que outro avanço no mundo seria mais favorável a nós se não tudo o que já temos. Por fim finalizo não sendo um total radical contra o desenvolvimento econômico, mas defendo por isso acontecer de forma mais pensada e menos impulsionada.

  15. A critica é muito aplausível pois teria outra forma de manter o meio ambiente mesmo com a construção mais estão mais voltado para o lado econômico e menos ambiental.
    o governo cobra dos empreendimento a serem construído estudos de impactos ambientais aonde foi para o estudo dessa hidrelétrica.

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