Pipa robótica gera eletricidade com ventos de altitude

Empinador robótico de pipas gera energia eólica

Estruturas infláveis

Uma pipa, um carretel e um console.

Estes são os componentes de uma técnica para geração de energia eólica a grandes altitudes que está sendo desenvolvida por uma equipe de quatro instituições de pesquisa suíças.

A ideia de usar pipas para a geração de eletricidade não é nova.

Mas, ao contrário de pipas que são verdadeiras turbinas eólicas voadoras, a ideia dos engenheiros suíços é simplificar tudo o máximo possível.

Para isso, eles estão explorando um tipo de estrutura inflável ultraleve conhecida como Tensairity, que usa materiais plásticos pneumáticos para obter grande resistência com baixo peso.

As pipas são vantajosas porque conseguem aproveitar os ventos de altitudes mais altas, que são muito mais fortes a algumas centenas de metros de altitude do que rente ao solo.

Pipa geradora de eletricidadeEmpinador robótico de pipas gera energia eólica

O princípio é simples: a pipa high-tech é presa por linhas ligadas a um carretel na estação no solo.

Quando a pipa sobe a grandes altitudes, os ventos fortes criam uma tensão na linha, colocando o carretel em movimento. Este movimento é convertido em energia elétrica por meio de indução eletromagnética.

Assim que atinge sua altura máxima, o carretel puxa a pipa de volta para baixo para que ela possa subir novamente e reiniciar o ciclo de geração de energia – o software de controle do carretel, um verdadeiro empinador de pipas robótico, é a parte mais complexa de todo o projeto, segundo os pesquisadores.

Com o sucesso dos primeiros testes, o objetivo da equipe agora é tornar a estrutura da pipa mais eficiente.

Para isso, eles estão construindo pipas com vigas Tensairity – uma viga feita com um material plástico inflável e elementos de tensão, que possui uma enorme capacidade de suporte de carga.

A pipa está sendo projetada para chegar a altitudes de até trezentos metros, aproveitando ventos bem mais fortes do que as maiores turbinas eólicas do mundo, que estão se aproximando dos 100 metros de altura.

 

Fonte: inovação tecnológica.logopet