Petrobras cria comissão para investigar compra de Pasadena

1Uma comissão interna da Petrobras vai apurar as denúncias sobre a compra pela estatal da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, em 2006. A criação da comissão foi informada pela presidente da empresa, Graça Foster, em entrevista ao jornal “O Globo” e confirmada ao G1 pela estatal.

Segundo Graça, a compra da refinaria já estava em avaliação de forma administrativa e a empresa tem até 45 dias para se pronunciar sobre o assunto.

 

A compra da refinaria vem criando mal estar no governo e dentro da Petrobras. O negócio levantou suspeitas de superfaturamento e evasão de divisas na negociação – mas ganhou ainda mais repercussão porque, na época, quem presidia o Conselho de Administração da estatal, que deu aval à operação, era a atual presidente da República, Dilma Rousseff.

Nesta segunda-feira (24), a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados aprovou convite ao ministro da Fazenda e atual presidente do Conselho da estatal, Guido Mantega, para prestar esclarecimentos na Casa. Parlamentares também estão colhendo assinaturas para instalar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar a compra pela Petrobras da refinaria de Pasadena.

O negócio
Em 2006, a Petrobras pagou US$ 360 milhões por 50% da refinaria (US$ 190 milhões pelos papéis e US$ 170 milhões pelo petróleo que estava em Pasadena). O valor é muito superior ao pago um ano antes pela belga Astra Oil pela refinaria inteira: US$ 42,5 milhões.

Em 2008, a Petrobras e a Astra Oil se desentenderam e uma decisão judicial obrigou a estatal brasileira a comprar a parte que pertencia à empresa belga. Assim, a aquisição da refinaria de Pasadena acabou custando US$ 1,18 bilhão à petroleira nacional, mais de 27 vezes o que a Astra teve de desembolsar.

A presidente Dilma afirmou, após a abertura de investigações no Tribunal de Contas da União (TCU), Polícia Federal e Ministério Público, que só aprovou a compra dos primeiros 50% porque o relatório apresentado ao conselho pela empresa era “falho” e omitia duas cláusulas que acabaram gerando mais gastos à estatal.

Fonte: G1                                                                                                                                                                                        logopet (1)