GE entrega primeira nacelle produzida localmente

Equipamento será entregue à Eletrosul para equipar o parque eólico Hermenegildo (181 MW), no Chuí – RS

Crédito: DivulgaçãoA GE anunciou na quinta-feira, 18 de dezembro, a entrega da primeira nacelle (cabeça da turbina eólica) produzida localmente. O equipamento será entregue à Eletrosul para equipar o parque eólico Hermenegildo (181 MW), no Chuí – RS. Com a entrega, a GE torna-se a primeira fabricante de equipamentos eólicos no Brasil a nacionalizar os componentes que integram a nacelle do aerogerador, equipamento essencial para a operação das pás da turbina e, consequentemente, determinante para garantir taxas adequadas de geração de energia.

Para se antecipar às normas de financiamento do BNDES, que exige a nacionalização das nacelles a partir de janeiro de 2015, a GE investiu na contratação e qualificação de novos fornecedores e na atração de empresas que ainda não atuavam no Brasil para serem parceiras locais. No período de um ano, 35 novos fornecedores diretos foram contratados e seis empresas globais se instalaram e se credenciaram para atuarem em parceria com a GE no País.

“Fomos em busca tanto de fornecedores que já atuavam em parceria com a GE no País, mas não no segmento eólico, quanto de parceiros globais da empresa no setor, porém sem atuação no Brasil. explica Rodrigo Ferreira, diretor de Suprimentos da Divisão Eólica para a região. “Por fim, também atuamos na prospecção de novos parceiros, estimulando inclusive joint-ventures e investimentos para atender a GE no Brasil”, complementa.

Entre os fornecedores que ainda não possuíam operação no País, a GE firmou contratos com VCI Molde, Duomo, Grupo Iraeta e SKF-Kaydon. Outros dois contratos foram assinados com fabricantes que atuavam somente com redes de distribuição ou operações para outros segmentos no mercado brasileiro: Sanmina e Bonfiglioli, que agora também contam com fábricas locais focadas na produção de componentes para turbinas eólicas.

“A chegada de novos fornecedores reforça o desenvolvimento da cadeia produtiva local e a confiança do mercado no desenvolvimento de projetos eólicos como fonte alternativa de geração de energia”, comenta Jean-Claude Robert, gerente geral da divisão de Energias Renováveis da GE para a América Latina.

Com o marco, a GE passa a contar com a nacelle e com o hub (nariz da turbina eólica) com o índice de nacionalização recomendado pelo BNDES, desse modo credenciando os equipamentos a participarem do Finame, a linha de financiamento com condições mais atrativas para aquisição de máquinas e equipamentos novos produzidos no Brasil.

Em 2014 a GE atingiu a marca de 1 GW de capacidade eólica instalada no País, planejando adicionar mais 1,5 GW em novos projetos ao longo do próximo ano. O braço de energia eólica da empresa está presente em Campinas, com uma fábrica focada na montagem de equipamentos, e na Bahia e no Rio Grande do Norte, onde são mantidos dois centros de serviços que visam suportar a atuação local de parceiros da companhia.

 

Fonte: Jornal da Energia logopet