Biografia: Isaac Newton

“Se eu vi mais longe, foi por estar sobre ombros de gigantes”

Ficha:

Nascimento: 4 de janeiro de 1643, Woolsthorpe Manor, Reino Unido

Falecimento: 31 de março de 1727, Kensington, Londres, Reino Unido

Nacionalidade:  Inglês, Britânico

Formação:  Trinity College (1667–1668), Trinity College (1661–1665), The King’s School (1655–1659)

Ocupação: Cientista

Religião: Cristianismo Protestante

Causa da morte: Cálculos Renais

Principais obras:

– Método das fluxões (1671)

– Princípios Matemáticos da Filosofia Natural (1687)

– Óptica (1704)

– Aritmética Universal (1707)

Pai: Isaac Newton, Fazendeiro

Mãe: Hannah Ayscough Newton

Assinatura:

Infância de Newton:

Isaac Newton nasceu na noite de Natal de 1642, em Woolsthorpe, nas proximidadesda cidade de Grantham, em Lincolnshire, Inglaterra. Prematuro e tão pequeno, o médico achou que não teria esperança de vida. Seu pai havia morrido algumas semanas antes, em outubro de 1642, e sua mãe, Hannah Ayscough Newton, administrava a propriedade rural da família. Para os padrões da época, a situação financeira era estável, pois a fazenda garantia um bom rendimento anual. Sua mãe casou-se novamente quando Isaac tinha três anos e foi viver com seu marido, o pastor Barnabas Smith, em North Witham. Apesar de morar a alguns quilômetros de Grantham, a mãe deixou Newton em Woolsthorpe para ser criado pelos avós. Newton herdou uma propriedade de seu pai e recebeu outra como dote do Reverendo Smith, quando ele se casou com Hannah.

Quando Newton tinha 10 anos, em agosto de 1653, o reverendo Barnabas Smith morreu e sua mãe voltou para a fazenda, trazendo três meio-irmãos: Marie de 6 anos, Benjamin, de 3 anos e Hannah, ainda um bebê. Como será que esses acontecimentos influenciaram a personalidade de Newton? Não há nenhum relato sobre qualquer tipo de afeto por parte da mãe, tampouco do padrasto ou dos avós. Embora tivesse vários tios e primos que viviam naquela região, Newton não estabeleceu nenhum laço com eles e tudo leva a crer que sua infância foi triste e solitária. Ele era um menino tímido, de olhar distante e de temperamento bastante difícil. Naquela época, as crianças eram educadas para trabalhar nos negócios da família, mas Isaac nunca havia demonstrado interesse nem talento para os trabalhos na fazenda. Ao invés disso, passava horas construindo brinquedos de madeira e observando relógios solares.

Newton freqüentou algumas escolas diurnas nos vilarejos vizinhos de Skillington e Stoke e quando tinha 12 anos, em 1655, foi estudar na King’s School em Grantham. Embora a escola não fosse distante da fazenda, ele ficou morando na cidade, em um quarto alugado na casa do Sr. Clark, um farmacêutico. Lá moravam também três enteados do Sr. Clark: Edward e Arthur Storer, e uma irmã menor. Alguns anos depois, parece que Newton e a srta. Storer tiveram algum envolvimento amoroso, e esse parece ter sido o único romance de que se tem notícia, nos seus 84 anos de vida.

Os primeiros anos de Isaac Newton

Como finalizamos no artigo anterior, quando falamos do nascimento de Newton, seu pai morrera poucas semanas antes do pequeno e franzino Isaac vir ao mundo. A partir desse fato, não é difícil deduzir que sua infância não foi normal, pois cresceu a presença de seu pai. Por se tratar de uma família do campo, onde havia pouco costume, e necessidade, de registrar e escrever os fatos, pouco se sabe como foi, exatamente, a infância do pequeno Newton. Mas não é muito difícil de deduzir, baseado no estilo de vida no interior da Grá-Bretanha naquela época. Como Isaac Newton (o pai) morreu, a mãe de Newton (o filho), Hannah, foi quem passou a tomar conta do casarão da família, dos empregados, plantação e animais. Assim, nos primeiros anos de vida, Newton teve em Hannah sua figura paterna e materna. Apesar do trabalho que ela deve ter tido, a família não passava por dificuldades financeiras, então Isaac deve ter passado seus primeiros anos nos belos campos do condado de Lincolshire, como é mostrado na figura ao lado, onde pudemos ver uma macieira típica da região.

Padrasto e afastamento da mãe

Diferente da sociedade de hoje, onde é comum uma mulher ter sua profissão e sua vida, independente de um marido, na época de Newton isso não era muito bem visto. O normal era que um homem administrasse os negócios, restando para a mulher os cuidados com a casa, empregados e filhos. Como Hannah era uma mulher jovem e tinha posses, não foi surpresa alguma quando o pároco Barnabas Smith, da cidade de North Witham, a pediu em casamento. Sim, era normal um homem pedir uma mulher em casamento assim do nada, mal a conhecendo. Barnabas possuía terras, um bom salário da igreja e frequentou a universidade, tinha 63 anos e estava viúvo. Para se adaptar aos costumes da sociedade, e tendo em vista a idade e condição financeira de Smith, Hannah aceitou e se casou com ele. Até aí, tudo normal para a época. Mas algo de estranho ocorreu. Não se sabe bem o motivo, mas Hannah se mudou para a cidade onde Smith era pároco e não levou o pequeno Isaac Newton, que ficou no casarão de Woolsthorpe, com os seus avós James e Margery, pais de Hannah.

Um garoto rebelde

Agora imagine uma criança que nasceu órfã, sem a importante influência do pai, ter que ver sua mãe ir embora com um velho, e tendo pouco contato com ela. Com certeza isso confundiu e influenciou bastante o jeito introspectivo e recatado de Isaac Newton. Foram golpes duros para uma criança. O fato é que 8 anos depois Hannah voltaria viúva para o casarão da família Newton e trazia consigo mais 3 filhos (duas meninas e um menino) que teve com Smith. Obviamente, Newton cresceu não aceitando isso muito bem. Analisando algumas anotações que Isaac fez durante sua adolescência e início de vida adulta, vemos ele se confessando por ter tido raiva da mãe e de Smith. Newton chegou a ameaçar de queimar a casa com ambos dentro, de tanta raiva e indignação que tinha daquela situação. Não é de se estranhar que Newton também tivesse raiva de seus irmãos, pois isto o lembrava dos anos que passou longe da mãe. Mais óbvio ainda é que a relação de Isaac Newton com sua mãe não fosse uma relação comum, com afetividade. Infelizmente o jovem Newton tinha se magoado muito. Nada se sabe sobre os primeiros anos de Newton, o que ele realmente fazia, como vivia e como era criado. Nada foi escrito, pouco se foi lembrado. Mas sabe-se, e bem, como ficou o perfil psicológico do jovem Isaac Newton após o retorno da mãe, e antes dele ir ao colégio, pois ele mesmo passou a tomar notas de suas atitudes, pensamentos e até mesmo pecados. Nesse ponto, podemos afirmar: Newton ali já se tornara uma pessoa fria, quieta, calada e extremamente introspectiva.

Vida Pessoal:

Uma das maiores características de Isaac, e de outros gênios, é, sem dúvidas, sua discrição. Newton, durante toda sua vida, mesmo na adolescência, foi uma pessoa extremamente introvertida, quietada, calada e discreta. Esse sigilo chegou a ser tanto que, várias de suas descobertas só foram reveladas ao mundo por insistência de pessoas próximas. E podemos ir além, provavelmente Newton não revelou diversos de seus estudos. Muitos pesquisadores e especialistas tentaram, ao longo dos anos, entender o motivo de Newton ter sido tão recatado. A explicação mais próxima e aceitável foi o trauma do abandono, quando sua mãe o deixou para viver com seus avós para se casar e viver com outro homem, pois o pai de Isaac tinha morrido poucas semanas antes do menino nascer. Em seguida, em Grantham, quando Isaac Newton começou a frequentar as aulas na King’s School, ele descobriu gostar de coisas que não eram nada populares, como ler, criar máquinas e objetos de artesanato. Na casa onde mora, do boticário da cidade Willian Clark, Newton descobriu livros e assuntos infinitamente mais interessantes que aqueles encontrados na escola (que eram de religião e línguas): ele passou a se dedicar ao estudo da alquimia, das substâncias químicas, remédios e fórmulas. E isso ainda na adolescência. E convenhamos, praticamente nenhum outro jovem da idade de Newton gostava ou sequer se interessava por isso. Não é surpresa saber que Newton acabou por ser um jovem isolado, sem muitos amigos, já que ele também não gostava de coisas comuns que os jovens da época gostavam, como esporte.

Visão Religiosa:

Puritano radical, Newton seguia o arianismo, doutrina que considerava Jesus Cristo um intermediário entre Deus e os homens. Essa visão é contrária à da Igreja Católica, que tem como símbolo máximo de Deus a Santíssima Trindade (“Pai, Filho e Espírito Santo”).

A Igreja Católica era tudo o que Newton mais odiava. Chamava-a de Anticristo – ou de a “meretriz da Babilônia” – e acreditava que todas as mentiras do mundo tinham começado no Concílio de Nicéia, em 325. O concílio estabeleceu toda a simbologia cristã que se usa até hoje. Ali foi decidida a força da Santíssima Trindade e a ambivalência entre Jesus e Deus. Newton achava que isso era fruto da corrupção dos políticos romanos, preocupados em conquistar mais fiéis.

Científico e religioso, ele fez da matemática um modo de estudar a Bíblia. Fazia cálculos imensos para confirmar as histórias bíblicas mais inverossímeis. Um exemplo é a criação do mundo em 7 dias. Newton acreditava na criação por Deus e, para resolver o problema de um tempo tão curto, observou que a Bíblia não afirma quantas horas durava um dia no momento da Criação. Como ainda não existia Terra nem movimento de rotação, um dia poderia ser quanto Deus decidisse. Para fazer previsões sobre o futuro do mundo, Newton não se baseou nos dias contados pela Bíblia. Ele tomou como base o gafanhoto, uma das pragas de Deus no Antigo Testamento, que vive em média 5 meses. A partir desse número, ele cravou que os judeus voltariam a Jerusalém em 1899, e em 1948 ocorreria a segunda vinda de Cristo à Terra. Depois, se passariam 1000 anos de paz.

Contribuições: 

Lei da gravitação universal. Conta a história que Isaac Newton se deu conta da gravitação quando, sentado à sombra de uma macieira, uma maçã lhe caiu em cima da cabeça. Verdade ou lenda, de fato ele começou refletindo acerca do porquê dos objetos caírem e, após vários estudos, concluiu que isso acontece porque a Terra atrai os corpos para ela. Percebeu também que, de uma forma mais geral, todos os corpos com massa atraem corpos que também possuem massa. Esta é a razão por que caminhamos na terra em vez de pairarmos no ar, que os gases quentes do sol se mantêm em torno dele, que a Lua causa as marés, e muitos outros exemplos.

Refração da luz. Em 1665 Isaac Newton realizava experiências com um prisma de vidro de forma a estudar a luz. Nesse tempo acreditava-se que as cores eram um “efeito de superfície”, no entanto este cientista percebeu que, na verdade, elas resultam da decomposição da luz ao passar de um meio para outro com diferentes índices de refração, e que a luz branca é, na verdade, composta por todas as cores. Chegou a essa conclusão fazendo incidir luz branca, proveniente do sol, em uma face de um prisma de vidro polido, e observou como, em uma das outras face, essa luz se desfragmenta em várias cores, criando aquilo a que chamou de espectro.

Telescópio refletor. Por consequência da descoberta anterior, Newton criou um telescópio refrator para resolver o defeito da aberração cromática gerada por todos os telescópios refratores da época, que usavam lentes acromáticas. Assim sendo, ele colocou na parte inferior do tubo do telescópio um espelho côncavo, e a 45º um espelho plano, que reflete a luz para uma lente ocular colocada de lado. Este telescópio com 15 cm de comprimento, que ficou conhecido como Telescópio Newtoniano, criava imagens nove vezes maiores que os telescópios refratores da época, cerca de quatro vezes mais longos.

Teorema binomial. Durante os seus estudos matemáticos, Newton deu origem a uma outra descoberta: a do binômio de Newton, pertencente ao teorema binominal. Nesta teoria ele defende que um binômio (ou seja, a soma de dois monômios) elevado ao quadrado é igual ao quadrado do primeiro monômio mais duas vezes o primeiro multiplicado pelo segundo monômio e somado ao quadrado do segundo. Ou seja: (a + b)2 = a2 + 2ab + b2. Esta é a base da lógica que permite calcular a enésima potência de um binômio de forma mais simplificada do que o que acontecia até essa época.

Obras publicadas:

  • 1671 – Method of Fluxions/ O Método de Fluxões e Séries Infinitas

O livro foi concluído em 1671 e publicado em 1736. Fluxion é o termo de Newton para um derivado. Ele originalmente desenvolveu o método em Woolsthorpe Manor durante o fechamento de Cambridge durante a Grande Peste de Londres de 1665 a 1667, mas não escolheu tornar suas descobertas conhecidas (da mesma forma, suas descobertas que eventualmente se tornaram o Philosophiae Naturalis Principia Mathematica foram desenvolvidas neste tempo e escondido do mundo nas notas de Newton por muitos anos). Gottfried Leibniz desenvolveu sua forma de cálculo independentemente por volta de 1673, 7 anos depois de Newton ter desenvolvido a base para o cálculo diferencial, como visto em documentos sobreviventes como “o método de fluxões e fluentes …” de 1666. Leibniz no entanto publicou sua descoberta do diferencial cálculo em 1684, nove anos antes de Newton formalmente publicar sua forma de notação fluxônica de cálculo em parte durante 1693. A notação de cálculo em uso hoje é principalmente a de Leibniz, embora a notação de ponto de Newton para diferenciação  para denotar derivados em relação ao tempo ainda está em uso corrente em toda a mecânica e análise de circuitos ;

  • 1687 – Princípios Matemáticos da Filosofia Natural

É uma obra de três volumes escrita por Isaac Newton, publicada em 5 de julho de 1687. Newton publicou outras duas edições, em 1713 e 1726. Provavelmente o livro de ciências naturais de maior influência já publicado, contém as leis de Newton para o movimento dos corpos, fundamentação da mecânica clássica, assim como a lei da gravitação universal. Newton demonstrou as leis de Kepler para o movimento dos planetas (que haviam sido obtidas empiricamente). Na formulação de suas teorias da física, Newton desenvolveu um campo da matemática conhecido como cálculo. Entretanto, a linguagem do cálculo foi deixada de fora do Principia. Em vez de usá-lo, Newton demonstrou a maioria de suas provas com argumentos geométricos;

  • 1704 – Opticks/ Óptica

Essa primeira tradução completa para o português da obra clássica de Newton, realizou-se a partir da quarta e última edição do original inglês, publicada em 1730. Escrito por um dos cientistas que mais influenciaram a ciência moderna, o livro descreve as principais descobertas do autor relacionadas à óptica e às visões corpusculares e ondulatórias da luz. As notas explicativas analisam aspectos específicos que facilitam a compreensão do leitor, situando o texto em sua época e apresentando esclarecimentos adicionais, fornecendo ainda indicações bibliográficas complementares. Em linguagem clara e sugestiva, a obra testemunha os dotes de grande expositor do mestre, que explica com perfeição suas belas experiências e as conclusões a que chegou a partir delas. Por tudo isso, Óptica segue sendo uma indiscutível referência para todas as áreas do conhecimento humano;

  • 1704 – Arithmetica Universalis

Arithmetica Universalis (“Aritmética Universal”) é um texto de matemática de Isaac Newton. Escrito em latim, foi editado e publicado por William Whiston, sucessor de Newton como Professor Lucasian de Matemática na Universidade de Cambridge. A aritmética foi baseada nas anotações de aula de Newton. A edição original de Whiston foi publicada em 1707. Foi traduzida para o inglês por Joseph Raphson , que a publicou em 1720 como a Aritmética Universal . John Machin publicou uma segunda edição latina em 1722. Nenhuma dessas edições credita Newton como autor; Newton estava insatisfeito com a publicação da Arithmetica , e por isso se recusou a ter seu nome aparecendo. De fato, quando a edição de Whiston foi publicada, Newton ficou tão chateado que considerou comprar todas as cópias para poder destruí-las. A aritmética toca na notação algébrica, na aritmética, na relação entre geometria e álgebra e na solução de equações. Newton também aplicou a regra de sinais de Descartes a raízes imaginárias . Ele também ofereceu, sem provas, uma regra para determinar o número de raízes imaginárias de equações polinomiais. Não por mais 150 anos uma prova rigorosa da fórmula de contagem de Newton seria encontrada (por James Joseph Sylvester , publicado em 1865);

  • 1728 – Optical Lectures;

 

  • 1728 – The Chronology of Ancient Kingdoms Amended

É uma obra de Isaac Newton, publicada postumamente em 1728, sobre a cronologia dos reinos antigos. Neste livro, Newton critica as cronologias tradicionais dos reinos gregos, que são baseados em períodos de 33 anos entre gerações, propondo uma média de 20 anos entre gerações. Deste modo, várias datas para eventos da mitologia grega são adiados, como, por exemplo, a queda de Troia (de 1183 a.C. para 965 a.C.) ou o reinado de Sesóstris (de 1300 a.C. para 965 a.C.). A partir deste livro, a mitologia grega não foi mais aceita como fonte fiável para cálculos de cronologia;

  • 1684 – De motu corporum in gyrum

É o suposto título de um manuscrito de Isaac Newton enviado a Edmond Halley em novembro de 1684. Ele seguiu uma visita de Halley no início daquele ano, quando Halley questionou Newton sobre problemas, em seguida, exercitando as mentes de Halley e seu círculo científico em Londres, incluindo Sir Christopher Wren e Robert Hooke. O título do documento só é presumido porque o original está perdido agora. Seu conteúdo é inferido de documentos sobreviventes, que são duas cópias contemporâneas e um rascunho. Apenas o rascunho tem o título agora usado; ambas as cópias estão sem título. Este manuscrito ( De Motu para breve, mas não deve ser confundido com vários outros documentos newtonianos contendo títulos que começam com estas palavras) deu importantes derivações matemáticas relativas às três relações agora conhecidas como “leis de Kepler” (antes do trabalho de Newton, estas não geralmente consideradas leis). Halley relatou a comunicação de Newton à Royal Socity em 10 de dezembro de 1684 ( Old Style ). Depois de mais incentivo de Halley, Newton continuou a desenvolver e escrever seu livr Philosophiæ Naturalis Principia Mathematica(comumente conhecido como Principia ) de um núcleo que pode ser visto em De Motu – do qual quase todo o conteúdo também reaparece nos Principia;

  • 1733 – Observações sobre as Profecias de Daniel e o Apocalipse de São João

Publicado em 1733 pela primeira vez apresenta a interpretação profética dos livros de Daniel e Apocalipse. Isaac Newton chega a mesma conclusão que os adventistas chegariam 130 anos depois: O Sistema Papal é o poder anticristão descrito em Daniel 7:25 e Apocalipse 17. O Link para download é de uma versão publicada no Brasil nos anos 40, na qual foi cuidadosamente digitada e colocada na Internet. A imagem colocada neste artigo (capa da versão mais recente) é meramente ilustrativa. Como este é um livro do século XVIII, acreditamos que não estamos infringindo nenhum direito autoral;

  • 1728 – Um Tratado sobre o Sistema do Mundo;

Tractatus de Quadratura Curvarum(1704).

Curiosidades:

Newton entra na universidade com o objetivo de ser advogado

Após parar um tempo com os estudos, Newton volta à escola e alguns anos depois entra na universidade de Cambridge, onde pretendia estudar a fim de se tornar um bom advogado. Mas foi graças ao envolvimento com leituras de filósofos como Descartes, Gassendi, Hobbes e Boyle, e cientistas como Kepler e Galileu que ele foi atraído pela ciência.

Newton tornou-se famoso graças a sua obra-prima ‘Principia’

Certa vez Edmond Halley (sim, o cara do cometa!) foi a procura de Newton na intenção de obter algumas informações sobre curvaturas descritas por planetas levando em consideração a Lei do Quadrado Inverso. Newton disse que possuía os cálculos que explicavam isso. Halley alegrou-se. Porém Newton os procurou e simplesmente não encontrou nada. Sendo assim ele prometeu que faria novamente os cálculos, mas ele foi bem mais longe. Entregou-se a dois anos de intensa reflexão e anotações, e finalmente, produziu sua obra-prima: os Philosophiae Naturalis Principia Mathematica (Princípios matemáticos da filosofia natural), mais conhecido como Principia, obra a qual o tornou famoso pelo resto de sua vida. Tornou-se, entre muitas coisas, a primeira pessoa na Grã-Bretanha a receber o título de cavaleiro pela realização científica. Neste livro estavam contidas as suas Três Leis do Movimento e a sua Lei da Gravitação Universal.

Quando era professor de Cambridge, suas aulas ficavam vazias

Em 1669, Newton, então com 26 anos, foi nomeado professor lucasiano de matemática em Cambridge, uma das universidades mais antigas do mundo, cuja origem remonta a 1209. (Newton foi a segunda pessoa a ocupar esse cargo; a 17ª, de 1979 a 2009, foi o físico e autor de “Uma Breve História do Tempo”, Stephen Hawking). Embora ele tenha permanecido em Cambridge por quase 30 anos, Newton mostrou pouco interesse no ensino e em seus alunos, e suas aulas eram muito pouco frequentadas – muitas vezes, ninguém aparecia. A atenção de Newton era voltada para a pesquisa.

Newton foi membro do Parlamento – discretamente

De 1689 a 1690, Newton foi membro do Parlamento, representando a Universidade de Cambridge. Nesse período, o corpo legislativo aprovou a Declaração de Direitos, que limitava o poder da monarquia e estabeleceu os direitos do Parlamento, assim como certos direitos individuais. Aparentemente, as contribuições de Newton ao Parlamento eram limitadas – ele teria se pronunciado apenas uma vez, quando pediu a um funcionário que fechasse a janela, pois fazia frio. Entretanto, durante seu período em Londres, Newton conheceu várias pessoas influentes, do rei Guilherme III ao filósofo John Locke. Newton teve um segundo e breve mandato no Parlamento, de 1701 a 1702, e, novamente, parece ter contribuído pouco.

FONTES:

  • https://educacao.umcomo.com.br/artigo/quais-foram-as-descobertas-de-isaac-newton-11161.html
  • http://www.bulevoador.com.br/2016/02/10-curiosidades-isaac-newton/https://seuhistory.com/noticias/9-fatos-sobre-isaac-newton-que-surpreenderao-voce
  • https://pt.wikipedia.org/wiki/Isaac_Newton
  • http://www.ghtc.usp.br/Biografias/Newton/Newtoninf.htm
  • http://www.biografiaisaacnewton.com.br/2013/12/A-infancia-de-Isaac-Newton.html
  • http://www.biografiaisaacnewton.com.br/2013/12/O-primeiro-amor-de-Newton-Catherine-Storer.html
  • https://www.google.com.br/amp/s/super.abril.com.br/ciencia/isaac-newton-fe-e-fisica/amp/

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